Teoria do Equilibrium e política brasileira
Essa estirpe de políticos é o elemento causador do caos na realidade brasileira, pois suas ações são imprevisíveis.
É pura matemática.
Segundo a teoria do Equilibrium do matemático americano John Nash, num sistema onde as partes atuam conforme os seus interesses, e onde não exista a intereferência do altruísmo, o resultado, pasmem, é o equilíbrio.
Por exemplo: No período da Guerra Fria, os EUA viam a URSS com suspeição e vice-versa. O resultado eram duas superpotências armadas até os dentes, mas onde imperava a estabilidade, o equilíbrio. Num cenário onde, por exemplo, os EUA entregassem as armas, num gesto de confiança direcionado aos russos, haveria a possibilidade de traição por parte da URSS, culminando em catástrofe nuclear, ou seja, desequilíbrio.
Agora, o que isso tem a ver com o cenário político brasileiro?
Tudo.
Segundo o raciocínio seguido da teoria do Equilibrium de Nash, aplicado às ciências sociais, o equilíbrio entre as relações humanas é maior quanto maior for o nível de ação individual segundo os interesses mais individuais. Trocando em miúdos, uma sociedade é mais estável quando os indivíduos pertencentes a ela agem na direção da realização de seus estratagemas pessoais, visando a otimização no cumprimento dos seus objetivos mais egotísticos.
Numa dada sociedade, quanto mais indivíduos agem assim, mais previsíveis são os resultados de suas ações, e portanto, mais estável torna-se o sistema social. O elemento de distúrbio nesse paradigma é justamente o indivíduo que não age conforme os seus melhores interesses, colocando em risco a estabilidade do sistema.
No caso do nosso ilustre presidente Lula, e de diversos outros políticos sulamericanos, o elemento gerador de caos reside no fato de, no discurso pregarem uma coisa - a defesa dos interesses dos pobres e etc, e na prática agirem em prol dos seus interesses, os quais permanecem em grande parte velados. É uma espécie de trapaça.
O cenário político brasileiro não seria muito mais estável se o Lula deixasse claro os seus interesses, por mais sórdidos que a princípio pudesse nos transparecer, ao invés de se colocar como defensor dos pobres de um lado e líder de uma elite econômica que dentre outras coisas visa a sua própria perpetuação no poder? Não seria aí a morte da inocência e o início de uma relação mais sincera, onde as partes envolvidas não temessem em expressar a que realmente vieram? Não seria mais justo o jogo político?
Aparentemente, a trapaça anda se provando mais lucrativa para o poder vigente no Brasil.
Resta a pergunta: Até quando?
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